O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli se declarou suspeito para relatar o processo que solicita a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master. Em despacho publicado nesta quarta-feira (11.mar.2026), Toffoli afirmou que se afastará do caso por "motivos de foro íntimo". O ministro citou o Código de Processo Civil, que prevê a suspeição de juízes em casos de amizade íntima ou inimizade com as partes envolvidas.
A pedido de Toffoli, o caso foi encaminhado ao presidente do Supremo, Edson Fachin, para a adoção das providências necessárias. Um novo relator será sorteado para o processo. Toffoli ressaltou que não existem suspeições ou impedimentos em sua atuação nos processos relacionados à 'Operação Compliance Zero'.
A ação que originou o pedido de CPI foi protocolada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) em face de ato omissivo do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O processo foi apresentado na segunda-feira (9.mar.2026), e Toffoli foi sorteado como relator na quarta-feira (11.mar).
Rollemberg expressou confiança de que o Supremo irá determinar a instalação da CPI para investigar as relações do BRB (Banco de Brasília) com o Banco Master. Ele destacou que a criação da CPI é um direito constitucional que deve ser respeitado, dado que os requisitos legais foram atendidos, incluindo a coleta de assinaturas suficientes entre os deputados.


