A deputada federal Erika Hilton, do PSol-SP, protocolou um pedido ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitando a investigação de Ratinho por declarações transfóbicas feitas durante seu programa no SBT. O documento foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância e pede a abertura de inquérito policial e prisão do apresentador, cuja pena pode chegar a até 6 anos de reclusão.
Na quarta-feira (11/3), Erika Hilton foi eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, enfrentando resistência do Centrão e da direita. As declarações de Ratinho, que negaram a condição feminina da parlamentar, foram transmitidas em rede nacional, amplificando seu alcance discriminatório, segundo a petição.
Durante o programa, Ratinho questionou a liderança da comissão por uma mulher trans e afirmou que, em sua opinião, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. Ele ainda proferiu comentários que levantaram polêmica, insinuando que para ser mulher é necessário ter útero e menstruar.
O pedido de Erika Hilton ao MP-SP destaca que as falas de Ratinho contribuem para a discriminação e a negação dos direitos das mulheres trans. A deputada busca responsabilizar o apresentador por suas declarações consideradas ofensivas e prejudiciais à luta pelos direitos das mulheres.


