O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, está avaliando a possibilidade de reimpor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizando a Lei Magnitsky. Em julho de 2025, Moraes já havia sido alvo de sanções que restringiram seu acesso a serviços de empresas americanas e congelaram potenciais ativos nos EUA.
As sanções também se estenderam à advogada Viviane Barci de Moraes e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos. Apesar de as penalidades terem sido suspensas em dezembro de 2025, fontes da administração americana indicam que discussões sobre a retomada ocorreram no último mês. O assessor sênior do Departamento de Estado, Darren Beattie, é responsável por monitorar a situação envolvendo Moraes e o Brasil.
Recentemente, Moraes autorizou Beattie a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua cela. Durante sua visita ao Brasil, Beattie também se encontrará com outros políticos de oposição. Em agosto do ano passado, ele criticou Moraes publicamente, chamando-o de “principal arquiteto do complexo de censura” contra Bolsonaro e seus apoiadores.
As tensões entre o governo americano e Moraes não se limitam apenas à situação de Bolsonaro, mas também envolvem ações do ministro contra empresas de tecnologia dos EUA. Isso inclui a suspensão da plataforma X/Twitter no Brasil, que permaneceu bloqueada por 39 dias após o não pagamento de multas e pode ser um dos pontos observados pelo Departamento de Estado.


