EUA iniciam investigação comercial envolvendo o Brasil e outros países sobre trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos anunciou a abertura de uma investigação comercial contra 60 economias, incluindo o Brasil, para apurar práticas de trabalho forçado em produtos exportados.
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O governo dos Estados Unidos anunciou a abertura de uma investigação comercial contra 60 economias estrangeiras, incluindo o Brasil e a União Europeia. A apuração foi iniciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite a Washington examinar práticas prejudiciais ao comércio e adotar medidas de retaliação se irregularidades forem confirmadas.

A investigação avalia se os países possuem mecanismos eficazes para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado no mercado norte-americano. Caso a análise conclua que as nações não aplicam controles suficientes, a legislação permite a imposição de sanções em larga escala. O representante de comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou que a apuração examinará as políticas de cada país para combater essa prática.

Greer enfatizou que, apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, muitos governos falharam em impor medidas efetivas. Ele destacou que trabalhadores e empresas norte-americanos competem com produtores estrangeiros que podem se beneficiar de custos reduzidos devido a essas práticas.

O USTR receberá contribuições escritas de empresas e entidades até 15 de abril, e uma audiência pública está marcada para 28 de abril. A iniciativa surge após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que invalidou tarifas globais anteriores, levando a Casa Branca a utilizar a Seção 301 para novas investigações comerciais.

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