O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou um reforço na capacidade nuclear do país como parte de uma estratégia para garantir a segurança na Europa. Durante um pronunciamento na base de submarinos de Île Longue, Macron destacou a importância de fortalecer o arsenal estratégico francês e revelou planos para a construção do submarino nuclear "L’Invincible", previsto para ser lançado em 2036.
A França possui aproximadamente 290 ogivas nucleares operacionais, posicionando-se como a única potência nuclear da União Europeia após a saída do Reino Unido. As tensões geopolíticas, exacerbadas pela guerra na Ucrânia e pela escalada militar envolvendo o Irã, tornam esse movimento ainda mais significativo neste contexto de incertezas sobre o comprometimento dos Estados Unidos com a segurança europeia.
Macron ressaltou em discurso que não hesitará em proteger os "interesses vitais" da França, caracterizando a dissuasão nuclear como um instrumento defensivo essencial para a soberania do país. Contudo, especialistas em Relações Internacionais afirmam que, apesar do reforço das capacidades nucleares, a estrutura de segurança da Europa ainda depende em grande parte da Otan, que lidera a aliança militar ocidental.
A complementaridade estratégica entre a Otan e as capacidades nucleares da França e do Reino Unido é vista como crucial, assegurando a segurança global da Europa em um cenário de crescente instabilidade internacional.


