A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, pautou a votação sobre a inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para o dia 24 de março. Esta pressão por aceleração surpreendeu seus colegas, considerando que o processo ficou parado por meses e que Kassio Nunes Marques solicitou mais tempo para análise na última sessão.
A possibilidade de um novo pedido de vista pode adiar a votação por até 60 dias. Essa urgência acontece a pouco menos de dois meses da necessidade de Castro renunciar para concorrer ao Senado, onde é considerado um dos favoritos. A inclusão do caso na pauta ocorreu após uma operação policial no Rio que trouxe visibilidade ao governador.
Ministros do TSE avaliam que, dado o tempo que o caso permanece sem julgamento, o ideal seria deixar que os eleitores decidissem nas urnas em outubro. A condenação poderia tornar Castro e outros envolvidos inelegíveis, apesar da absolvição em julgamento anterior no TRE-RJ.
Até o momento, dois ministros votaram pela cassação de Castro e outros envolvidos, que são acusados de uso indevido de recursos públicos. Se a cassação for confirmada, uma eleição indireta será necessária para preencher o cargo até o fim do mandato.


