Imposto soberano: governo Lula entra para história como gestão que mais taxou os brasileiros

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminha-se para encerrar o terceiro mandato como a gestão que mais elevou impostos no Brasil desde a redemocratização. Em dois anos, o Planalto adotou medidas que resultaram em aumento de tributos ao menos 27 vezes, incluindo altas de alíquotas de importação, mais taxas sobre petróleo, elevação de PIS/Cofins e IOF, além da revogação de benefícios fiscais que ampliaram a cobrança sobre setores inteiros da economia. O número chegou a 28 com os ajustes tributários adicionais implementados ao longo de 2025.

A arrecadação de impostos do governo federal totalizou R$ 2,65 trilhões em 2024, recorde para um ano na série histórica, iniciada em 1995, segundo a Receita Federal. O número é 9,62% maior em relação ao ano anterior, já descontada a inflação. Em termos nominais, a arrecadação federal fechou o ano em R$ 2,709 trilhões, o maior valor já registrado. O crescimento foi puxado, em parte, pela reoneração do PIS/Cofins sobre combustíveis e pela tributação de fundos exclusivos, que sozinha gerou incremento de R$ 13 bilhões à arrecadação.

Em 2024, a soma de tributos arrecadados pela União, Estados e municípios chegou a 34,2% do PIB, o maior patamar da série histórica. Para efeito de comparação, a carga tributária estava em 31,2% do PIB em 2022, último ano do governo anterior. A parcela do governo central aumentou de 20,6% para 21,4% no mesmo período. O país, que não integra a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), já ultrapassou a média da entidade, que foi de 33,9% em 2023.

O volume de tributos não sustentou as despesas. Os gastos do governo federal atingiram 32,2% do PIB em 2024, equivalendo a R$ 3,78 trilhões em valores nominais. Ao se considerar Estados e municípios, o valor consolidado chegou a R$ 5,36 trilhões. As contas públicas do governo federal registraram déficit primário de R$ 43,0 bilhões em 2024, ou 0,36% do PIB.

Ao longo de três anos, o governo torrou R$ 324 bilhões fora da meta fiscal. O compromisso com déficit zero, fixado como objetivo pela equipe econômica chefiada pelo ministro Fernando Haddad, não foi cumprido em nenhum dos exercícios.

Por Conexão Política

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