Eduardo da Fonte tem portas abertas, mas agora enfrenta restrições nos dois campos

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Hoje, dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve homologar a Federação União Progressista (UP), paciência é a palavra que guia os passos do presidente do Partido Progressistas (PP) e da federação em Pernambuco, Eduardo da Fonte.

Pré-candidato ao Senado, o deputado federal diz não ter pressa. Está disposto a negociar até o fim de todos os prazos, tanto com o prefeito João Campos (PSB) quanto com a governadora Raquel Lyra (PSD). Ambos também se dizem abertos ao diálogo. Agora com restrições.

O prefeito é oficialmente pré-candidato e apresentou parcialmente a chapa. Falta apenas o carimbo final do PT, com chances altíssimas de ser do senador Humberto Costa a segunda vaga ao Senado.

A primeira é da ex-deputada Marília Arraes (PDT) e a de vice está reservada ao economista Carlos Costa (Rep), irmão do ministro Silvio Costa Filho. Mas João Campos tem dito que as conversas continuam. A governadora também.

Após reagir às negociações de Da Fonte com seu principal adversário, Raquel Lyra disse ontem, em Brasília, buscar convergências e manter boa relação com a base.

A gestora retirou do dirigente do PP a presidência do Ceasa, Lafepe e Porto do Recife, mas a retaliação não atingiu deputados, nem prefeitos. Ao contrário. Estreitou os laços com eles.

Nos bastidores, comenta-se que, se voltar, Da Fonte não terá a vaga ao Senado, ainda que apenas uma esteja ocupada – e é do presidente do União Brasil no estado, Miguel Coelho, vice-presidente da federação. Da Fonte terá de começar do zero.

Por Folha PE

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