Janela partidária: PL e PSDB crescem, enquanto União Brasil perde filiados

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Quase 1 em cada 4 deputados federais trocando de partido neste mandato.

A janela partidária entra em sua reta final de forma intensa, com o registro de quase 1 em cada 4 deputados federais trocando de partido neste mandato. Neste cenário, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro retomou o tamanho do início da legislatura, o União Brasil diminuiu de tamanho e ressurgiu o PSDB.

As movimentações começaram antes mesmo da janela ser aberta –período de 5 de março até 3 de abril para que deputados federais e estaduais possam trocar de partido sem risco de perderem o mandato por infidelidade. Os senadores podem mudar a qualquer tempo, mas têm a próxima semana para decidir por qual sigla vão concorrer nas eleições.

De acordo com levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, desde a abertura da janela, o PL ganhou 18 deputados –9 deles do União Brasil– e perdeu 5. Além disso, filiou dois suplentes no Paraná, mas que ficarão sem mandato com a volta dos titulares do PSD. Até a última quinta-feira (26), a sigla computava 100 deputados federais titulares.

Já o União Brasil, que nasceu da fusão entre o bolsonarista PSL e o antigo DEM, está despencando. A sigla que era a terceira maior da Câmara já perdeu 20 deputados e outros já anunciaram que vão sair, mas ainda negociam para qual partido. Por enquanto, chegaram apenas cinco novos parlamentares. Um dos motivos da queda foi a federação com o PP, que desagradou algumas lideranças locais.

Já o PSDB, que definhou desde a Operação Lava Jato, tem surpreendido o mundo

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e crescido nesta janela. A sigla teve confirmadas apenas quatro saídas, e ainda conseguiu filiar nove deputados, aproveitando a falta de lideranças regionais em alguns estados.

Política

Quem também tem crescido é o Podemos, que quase se fundiu com o PSDB. Sem os tucanos, filiou oito deputados e perdeu dois. Atualmente é o oitavo maior partido da Câmara, com 22 parlamentares, à frente de legendas tradicionais de esquerda como PSB e PDT ou do PSOL.

Já o PT de Lula ficou praticamente alheio à janela. Perdeu apenas uma suplente, Elisangela Araújo (BA), que será candidata pelo PSB, e não tem perspectiva de filiar ninguém.

Por Didi Galvão

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