A Polícia Federal solicitou a prisão preventiva do MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão. A solicitação foi feita nesta quinta-feira (23) e se estende para outros investigados pela PF na Operação Narco Fluxo, deflagrada mais cedo neste mês de abril.
A solicitação vem após a emissão de um habeas corpus pelo Supremo Tribunal de Justiça. Segundo o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no tribunal, o decreto de prisão temporária seria ilegal, uma vez que o prazo solicitado pela PF tinha sido de somente cinco dias – e já havia se encerrado.
A Polícia Federal justifica a medida como necessária para garantir a ordem pública, por conta da gravidade do caso e da quantidade de recursos envolvidos, e entende que agora, o avanço das investigações e da análise de provas permite que as prisões passem a ser preventivas.
Segundo a PF, a medida é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos. A PF também aponta risco de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.
Bets ilegais, rifas clanedstinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada e “laranjas” são alguns dos meios usados pelos suspeitos para lavar o dinheiro.
O advogado do MC Ryan SP, Felipe Cassimirp, publicou nota afirmando que a nova decisão envolvendo os suspeitos reconhece a “ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo”. “Em nota, o advogado Felipe Cassimiro, que faz a defesa do MC Ryan SP, disse que a decisão e que “a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”. Com informações do portal g1.