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Transnordestina em Suape: um Impulsionador Econômico para Pernambuco

A Fiepe destaca o potencial transformador da Transnordestina em Suape, projetando um impacto econômico significativo e a ampliação da competitividade no estado....

Durante a apresentação sobre o potencial do Complexo Portuário de Suape, o gerente de Política Industrial da Fiepe, Maurício Laranjeira, ressaltou a importância do projeto que vem sendo desenvolvido ao longo de 45 anos. Segundo ele, esse empreendimento reposiciona Pernambuco no cenário logístico tanto regional quanto nacional. Laranjeira enfatizou que, embora Suape seja um porto costeiro, há a necessidade de conectar o litoral ao Sertão do Nordeste e ao MATOPIBA, visando atender setores como mineração e agronegócio.

A Transnordestina, que se estende por 544 km de Salgueiro, demanda a definição de um modelo de concessão que atraia investidores privados. O impacto econômico da ferrovia é significativo, com uma atualização estimada de até R$ 9,5 bilhões, resultante dos R$ 6 bilhões investidos na sua construção. Laranjeira apontou que a ferrovia será essencial para a integração dos fluxos de carga entre o litoral e o interior, permitindo um fluxo eficaz de grãos, fertilizantes, combustíveis e minérios.

O executivo da Fiepe também destacou que os R$ 2 bilhões que devem ser investidos em terminais de grãos e minérios na região em torno de Suape podem transformar Salgueiro em um importante entroncamento logístico no Nordeste. A ferrovia poderá adicionar cerca de 16 milhões de toneladas por ano em movimentação de minérios e grãos, considerando que Suape já movimentou 24,25 milhões de toneladas em 2025. Isso pode posicionar o estado como um grande exportador de produtos do Centro-Oeste, além de gerar um fluxo ferroviário de retorno com fertilizantes, disputando cargas atualmente concentradas em outros portos como Itaqui e Pecém.

O estado de Pernambuco, que detém 95% da produção nacional de gipsita, possui uma reserva estimada em 450 milhões de toneladas. A implementação da ferrovia tem o potencial de reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade ao conectar essa produção ao porto. Para a Fiepe, a ferrovia transforma Suape de um porto regional em uma plataforma industrial integrada de relevância nacional.

Entretanto, a ausência da ferrovia pode comprometer a capacidade do porto de competir por cargas do MATOPIBA e do Centro-Oeste, resultando na migração de oportunidades ligadas a minério, grãos e combustíveis para outros corredores logísticos. Isso também significaria que o interior ficaria desconectado do principal porto do estado, favorecendo os portos de Pecém e Itaqui, que ampliariam sua vantagem competitiva. Laranjeira concluiu que, com a ferrovia, Pernambuco torna-se mais competitivo.

O Fórum Permanente de Infraestrutura da Fiepe, que discutiu o potencial de Suape sob a ótica da Transnordestina, contou com a presença do presidente do Complexo Portuário de Suape, Armando Bisneto; do Secretário Executivo de Energia da SDEC/PE, Guilherme Sá; e da vice-governadora Priscila Krause, em um evento coordenado pelo presidente da Fiepe, Bruno Veloso.

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