A Enel alcançou um desfecho favorável no Chile, onde conseguiu evitar a revogação de sua concessão de fornecimento na região metropolitana de Santiago. A decisão foi tomada pelo Ministério da Energia chileno, que arquivou um processo administrativo que poderia levar à caducidade do contrato da empresa. Este processo foi iniciado em agosto de 2024, após uma série de apagões que atingiram a capital chilena devido a intensas chuvas.
A Justiça chilena havia determinado que a Enel indenizasse 127 mil clientes e impôs multas pela SEC (Superintendência de Eletricidade e Combustíveis). Após quase dois anos de análise, a SEC revisou o desempenho da Enel entre 2019 e 2025 e concluiu que a empresa atendeu aos padrões legais exigidos, levando o Ministério da Energia a decidir pelo arquivamento do caso.
O governo chileno afirmou que não havia fundamento legal para a continuidade da expiração da concessão, embora uma ação judicial contra a empresa ainda esteja em andamento. Com a resolução desse processo, a Enel anunciou a retomada de um investimento significativo de US$ 2 bilhões em infraestrutura de armazenamento e digitalização no país, com aportes programados para o período de 2026 a 2028.
A empresa vê a confirmação de sua permanência no Chile como um indicativo de estabilidade e um impulso para novos investimentos, o que poderia ser replicado caso consiga também evitar a cassação de sua concessão No BRASIL. A Enel enfatizou que a conclusão do caso é um sinal positivo para a gestão do setor elétrico, que é considerado estratégico.
Enquanto isso, a Enel enfrenta um processo No BRASIL que pode resultar na perda de sua concessão em São Paulo. A empresa contesta a falta de métricas em seu contrato para eventos climáticos extremos e a ausência de tais indicadores nas minutas de contratos futuros. Além disso, a Enel argumenta que a Aneel não levou em consideração a melhoria nos indicadores operacionais relacionados ao atendimento em situações de emergência, destacando reduções significativas em seu desempenho.
Desde 2023, a Enel reduziu o Tempo Médio de Atendimento a Emergências (TMAE) em 50%, além de registrar uma diminuição de 88% no número de interrupções que duraram mais de 24 horas e de 66% na porcentagem de clientes afetados por apagões prolongados. Com atuação em várias regiões, a Enel atende 16,2 milhões de clientes No BRASIL e 2,2 milhões no Chile, além de ter operações na Colômbia, Argentina e em países da América Central, com previsões de investimento de US$ 7,9 bilhões para o ciclo de 2026 a 2028.