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Representação na PGR questiona encontros de Flávio Bolsonaro com autoridades dos EUA

Deputados da base do governo Lula protocolaram representação na PGR para investigar se Flávio Bolsonaro cometeu crime contra a soberania nacional em encontros com...

Deputados da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentaram uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) com o objetivo de investigar se o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, cometeu crime contra a soberania nacional. O pedido foi protocolado no sábado, dia 30 de maio de 2026, e questiona se os encontros do senador com autoridades norte-americanas configuram atentado à soberania do Brasil.

Os parlamentares fundamentam a solicitação com base em reportagens da imprensa dos Estados Unidos, que indicam que a decisão do governo Trump foi influenciada por meses de “lobby agressivo” realizado pelos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O foco da representação recai sobre as reuniões que Flávio teve com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio, em um contexto em que o governo norte-americano anunciou a intenção de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações “terroristas”.

Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro celebrou a decisão do governo Trump, afirmando que Marco Rubio atendeu a um pedido dele e do presidente dos EUA para classificar facções criminosas brasileiras como “narcoterroristas”. A representação foi liderada pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), e conta com o apoio dos deputados Chico Alencar (Psol-RJ), Duda Salabert (Psol-MG), Heloísa Helena (Rede-RJ), Luiza Erundina (Psol-SP), Luizianne Lins (PT-CE) e Sâmia Bomfim (Psol-SP).

No documento, os deputados enfatizam que a condução das relações internacionais é uma atribuição exclusiva do presidente da República, o que implica que um congressista não possui legitimidade para negociar questões dessa natureza com governos estrangeiros. A conduta de Flávio Bolsonaro é considerada pelos parlamentares como um possível atentado à soberania nacional, crime que está tipificado no Código Penal brasileiro.

Além disso, a representação afirma que Flávio não estaria protegido pela imunidade parlamentar, que cobre apenas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato. Os deputados solicitam a abertura de um inquérito policial federal para investigar os fatos e pedem que sejam adotadas as medidas administrativas e civis pertinentes ao caso.

Por fim, a representação requer que a Procuradoria-Geral da República informe o Tribunal Superior Eleitoral sobre a situação, para que o tribunal avalie se houve abuso de poder ou influência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

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