O deputado federal Reginaldo Lopes, autor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir a escala 6×1, recebeu autorização do PT para ser incluído em pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais. A decisão foi divulgada após o senador Rodrigo Pacheco (PSD) desistir de concorrer ao Palácio da Liberdade, informação que foi oficializada na sexta-feira, dia 29 de maio.
Na mesma data, o PT de Minas Gerais aprovou uma resolução que permite a realização de prévias para escolher a candidatura da legenda ao governo do estado. Essa medida possibilitou a análise de novos nomes e motivou a decisão do partido de avaliar o desempenho eleitoral de Reginaldo Lopes.
A PEC 6×1, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira, 28 de maio, obteve 472 votos favoráveis. No momento da votação, o deputado expressou sua expectativa de alcançar 450 votos a favor da proposta e manifestou a esperança de que a matéria fosse promulgada até o dia 10 de julho.
Além de sua atuação na proposta que altera a jornada de trabalho, Reginaldo Lopes também desempenhou o papel de relator da PEC da Reforma Tributária, ampliando sua relevância nas discussões sobre políticas públicas.
Outro nome considerado para a disputa ao governo de Minas é a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). No entanto, a ex-prefeita demonstrou resistência à ideia de concorrer ao cargo e já teria recebido o apoio do presidente Lula para tentar uma vaga no Senado. Ao ser sondada pela então presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, no final de 2025, Marília optou por recusar a candidatura, argumentando que uma eventual administração exigiria um “ajuste fiscal” e “contenção de gastos”, o que não teria respaldo político dentro do partido.
Atualmente, Marília Campos apoia o nome de Alexandre Kalil (PDT) para o governo mineiro. Contudo, o ex-prefeito de Belo Horizonte não conta com um consenso total dentro do PT, o que pode complicar as articulações políticas para as eleições estaduais.