De acordo com um relatório recente, a Austrália, o Vietnã e Os Emirados Árabes Unidos são considerados os mercados mais promissores para empresas que desejam expandir suas operações na região da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio. A pesquisa, realizada pela Vistra e pela Euromonitor International, destaca que, apesar da complexidade do ambiente regulatório na China continental, o país ainda apresenta um forte potencial a longo prazo.
O estudo analisa 12 mercados, incluindo Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Indonésia, Malásia, Tailândia e Arábia Saudita. Para isso, foram utilizados dois critérios principais: a atratividade dos mercados, que leva em conta a resiliência econômica e características demográficas, e o grau de dificuldade operacional, que considera aspectos como complexidade regulatória, carga tributária e transparência.
Durante a apresentação do relatório, Hong Ailin, gerente sênior da Euromonitor International, ressaltou que a região da Ásia-Pacífico permanece como um dos principais motores de crescimento da economia global. O PIB real da região deve crescer cerca de 4,1% ao ano nos próximos cinco anos, superando a média global de 3,1%. Além disso, mais de US$ 600 bilhões em investimentos estrangeiros diretos devem ser direcionados à área em 2024, impulsionados pelo aumento dos gastos dos consumidores e pelo tamanho dos mercados locais.
Hong Ailin também apontou que as dificuldades operacionais em mercados emergentes tendem a ser mais acentuadas do que em economias desenvolvidas, especialmente em questões relacionadas à regulamentação e administração corporativa. Mudanças frequentes nas normas e barreiras linguísticas podem dificultar a entrada de empresas estrangeiras. As empresas devem lidar com esses desafios para se estabelecerem com sucesso.
Zhang Hailiang, responsável pela região do Norte da Ásia na Vistra, comentou que empresas chinesas estão mudando seu foco, deixando de priorizar apenas a exportação para investir na construção de operações locais de longo prazo fora do país. Essa nova abordagem resulta em um foco maior na rentabilidade sustentável, conformidade regulatória e integração aos mercados locais, em vez de buscar crescimento imediato.
O relatório conclui que as companhias estão adotando estratégias mais flexíveis para a expansão internacional. Em vez de evitar mercados considerados desafiadores, muitas optam por absorver custos mais elevados e assumir riscos, especialmente em setores como o de semicondutores. Essa abordagem busca manter a velocidade de crescimento, priorizando a governança corporativa e a estabilidade a longo prazo em detrimento da expansão rápida.