RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Google mantém proibição de impulsionamento eleitoral para 2026

A decisão do Google de vetar o impulsionamento de campanhas eleitorais para as eleições de 2026 segue a mesma linha adotada nas eleições municipais...

O Google decidiu reafirmar a proibição do impulsionamento de propaganda eleitoral no Brasil para as eleições de 2026. Essa medida já havia sido implementada durante o pleito municipal de 2024, quando as regras para anúncios políticos nas plataformas digitais estavam em discussão com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A restrição se aplica a anúncios pagos em serviços como YouTube, Google Search e na rede de display da companhia. Como resultado, campanhas de candidatos, partidos e federações não poderão contratar impulsionamento político nas plataformas do Google.

A nova decisão pode ter repercussões mais significativas do que as observadas nas eleições municipais, considerando o maior volume de recursos historicamente alocado para disputas presidenciais e para governos estaduais. A empresa levou em conta diversas discussões internas para decidir se alteraria sua política para as eleições de 2026. A estimativa era de que a modalidade de impulsionamento poderia gerar até R$ 200 milhões em receitas, mas a falta de mudanças nas regras do TSE resultou na manutenção da política adotada em 2024.

Em nota, a empresa destacou a importância das eleições, afirmando que, ao longo dos anos, tem se esforçado para lançar novos produtos e serviços que apoiem candidatos e eleitores. Desde 2024, o Google Ads não permite a veiculação de anúncios políticos no Brasil, com a empresa reafirmando seu compromisso global de apoiar a integridade das eleições e de continuar o diálogo com as autoridades sobre a questão.

No ano de 2024, o Google justificou sua decisão apontando que as resoluções aprovadas pelo TSE criavam insegurança jurídica para a publicidade eleitoral da empresa no Brasil. A companhia considerava que as exigências impostas pela Corte aumentavam o risco de responsabilização pelas plataformas em relação ao conteúdo impulsionado.

A continuidade da proibição para 2026 deve impactar de forma significativa o mercado de publicidade política digital. Profissionais do setor estimam que a empresa deixará de movimentar uma quantia que pode atingir centenas de milhões de reais durante o ciclo eleitoral. Essa situação pode alterar a dinâmica de como as campanhas eleitorais serão conduzidas nas plataformas digitais.

A decisão do Google ocorre em um contexto em que as plataformas digitais estão ampliando seus mecanismos para identificar conteúdos gerados por inteligência artificial. Nos últimos meses, a empresa expandiu o uso do SynthID, uma tecnologia que insere marcas d’água digitais em materiais produzidos por IA, como imagens, vídeos, áudios e textos, facilitando a identificação da origem desse conteúdo. Além disso, o YouTube anunciou que tornará mais visíveis os avisos sobre conteúdos criados ou alterados por inteligência artificial, especialmente em vídeos que retratem pessoas ou eventos reais. Outra ferramenta apresentada foi o LikenessID, que identifica o uso da imagem e semelhança visual de indivíduos em conteúdos gerados por IA, parte dos esforços da empresa para aumentar a transparência e reduzir riscos relacionados à disseminação de deepfakes em períodos eleitorais.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.