Neste domingo, 31 de agosto, a Colômbia realizará o primeiro turno das eleições presidenciais, com a votação programada para ocorrer das 8h às 16h (horário local). Este pleito acontece em um contexto marcado pela recente morte do senador Miguel Uribe Turbay, baleado durante um comício no bairro Modelia, em Bogotá, em 7 de junho de 2025, e que faleceu após dois meses internado.
Miguel Uribe, de 39 anos e neto do ex-presidente liberal Julio César Turbay Ayala, foi alvo de um ataque que deixou seis pessoas indiciadas, considerando a investigação em andamento. A morte do senador impactou o cenário político, refletindo a tensão entre os diferentes grupos em disputa.
Dentre os principais candidatos, Iván Cepeda, de 65 anos, desponta como favorito, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro e o partido Pacto Histórico. De acordo com a última pesquisa divulgada, ele está com 44,6% das intenções de voto, necessitando de 50% mais um voto para vencer no primeiro turno. Em segundo lugar, Abelardo de la Espriella apresenta 31,6%, seguido por Paloma Valencia, que registra 14%.
Abelardo de la Espriella, 47 anos, é advogado e empresário, sem experiência prévia em cargos eletivos, e lançou sua candidatura de forma independente, coletando assinaturas. Ele defende a militarização e a construção de grandes presídios, além de propor a destruição das plantações de coca e a revogação da política de “Paz Total”, implementada por Petro.
Suas ideias e propostas têm gerado comparações com líderes como Nayib Bukele e Javier Milei, especialmente por seu enfoque rígido em segurança e na redução do tamanho do Estado. Miguel Silva, um estrategista político, ressaltou que as semelhanças vão além da aparência e incluem uma agenda alinhada à extrema direita.
Paloma Valencia, por sua vez, é representativa da direita institucional colombiana e venceu a consulta interna do seu partido, o Centro Democrático, em março. Ela se posiciona como uma candidata próxima ao ex-presidente Álvaro Uribe, prometendo implementar medidas que incluem a incorporação de 30 mil militares e policiais e cortes de impostos.