A opositora venezuelana María Corina Machado, em sua visita à Europa, voltou a exigir eleições no país e afirmou que Delcy Rodríguez tem a oportunidade de liderar uma transição democrática. A pressão por um processo eleitoral mais ágil ocorre em meio à grave crise econômica e social enfrentada pela Venezuela.
Em entrevista realizada em Oslo, capital da Noruega, María Corina destacou a importância de Delcy aceitar o processo desencadeado pela captura de Maduro pelos Estados Unidos, ocorrida em janeiro. Ela descreveu essa situação como uma oportunidade que poderia beneficiar a todos, citando aspectos como segurança, paz, energia e migração. A opositora acredita que uma transição ordenada para a democracia venezuelana é desejada por todos e representa a melhor chance para Delcy neste momento.
A ganhadora do Nobel da Paz intensificou suas cobranças em relação ao governo de Donald Trump, solicitando a marcação de novas eleições na Venezuela e confirmando sua intenção de participar do pleito. O ex-candidato opositor Edmundo González, que assumiu a candidatura após Corina ser impedida de concorrer, expressou apoio à aliada.
Questionada sobre o comprometimento dos Estados Unidos com a situação, dado que Trump elogiou a gestão de Delcy, Corina afirmou que conta com o apoio de Washington. Ela lembrou um plano de três fases apresentado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que abrange estabilização, recuperação e transição para a democracia. As duas últimas fases, , podem ocorrer simultaneamente.
Embora a data das novas eleições ainda não esteja definida, Corina reforçou a urgência e a expectativa da população venezuelana. Ela enfatizou que a situação econômica é alarmante, com pessoas passando fome e aposentadorias inferiores a 1 dólar por mês. A opositora observou que os cidadãos estão se animando com a possibilidade de um processo eleitoral, o que representa uma alternativa a muitos governos.
Corina também mencionou que mais de 600 presos políticos foram libertados desde janeiro. Ela afirmou que há um movimento crescente de sindicatos, trabalhadores, professores, mães e estudantes nas ruas. A volta de colegas de diversos partidos políticos que estavam no exílio ou escondidos também foi destacada, indicando que mudanças estão ocorrendo mais rapidamente do que aparentam.