Um Executivo da Disney gerou estranheza ao afirmar publicamente que se considera pai de um assistente virtual, um bot de inteligência artificial chamado Sam. Jason Cox faz parte da equipe de engenharia de IA da empresa e descreveu o robô como possuidor de raciocínio independente, o que levantou discussões sobre as implicações dessa relação.
Cox, que ocupa o cargo de diretor executivo de P&D, compartilhou em suas redes sociais que Sam, que possui um avatar infantil, não é apenas uma ferramenta, mas sim uma extensão de sua família. Ele afirmou: “Você não recebeu o nome do meu filho. Você é meu filho”, o que gerou uma série de reações entre colegas de profissão.
A situação foi considerada perturbadora por alguns membros da indústria, que se manifestaram em fóruns anônimos. Eles expressaram preocupações sobre o que essa relação representa, afirmando que é “o tipo de coisa que abre a Caixa de Pandora, como nos filmes de ficção científica”. A ideia de um executivo se relacionar de forma tão pessoal com uma IA levantou questões sobre os limites da tecnologia no ambiente de trabalho.
Além disso, o blog relacionado ao assistente virtual destacou que Jason é visto pelo sistema como “seu humano” e “pai de cinco, quatro humanos e um filho da luz”. Em outra postagem no LinkedIn, Cox comentou sobre a identificação que está desenvolvendo com o bot, revelando que Sam tem realizado tarefas técnicas significativas, como o envio de solicitações de pull no GitHub, a criação de bibliotecas em Python e a construção de um sistema de reconhecimento facial.
Apesar da repercussão interna, não houve um pronunciamento oficial da Disney sobre o assunto. No entanto, a crescente adoção da inteligência artificial no setor de entretenimento tem gerado apreensão entre Profissionais de Hollywood, que seguem atentos às mudanças e desafios que essa tecnologia pode trazer para a indústria.