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Inquérito sobre a morte de menino de 4 anos é arquivado pela Justiça em São Paulo

A Justiça de São Paulo decidiu arquivar o inquérito da Polícia Civil a respeito da morte de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4...
Foto: 1 de 1 Ryan Silva Andrade Santos, morto aos 4 anos de idade vítima de um t

A Justiça de São Paulo determinou o arquivamento do inquérito da Polícia Civil referente à morte do menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, que foi baleado em novembro de 2024 no Morro do São Bento, na periferia de Santos. A decisão foi tomada após um pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que iniciou um novo procedimento investigativo sobre o caso. Os autos dessa nova investigação estão sob segredo de Justiça e terão um relatório final que será independente da conclusão do delegado que conduziu o inquérito anterior, o qual não considerou crime a ação do policial militar envolvido.

Ryan foi atingido por um disparo de espingarda calibre 12, efetuado pelo cabo Clovis Damasceno de Carvalho Junior, do 6º Batalhão do Interior. De acordo com a versão apresentada pelos policiais, o menino foi ferido durante um tiroteio na região. Na mesma ocasião, um adolescente identificado como Gregory Ribeiro Vasconcelos também perdeu a vida. Não houve registro de feridos entre os policiais.

No relatório final do inquérito civil, o delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Homicídios de Santos, afirmou que as evidências coletadas corroboram a versão dos policiais, que alegaram a existência de um confronto armado nas ruas mencionadas. Como resultado, o delegado não solicitou o indiciamento dos agentes envolvidos.

Após a apresentação do relatório, o promotor Fabio Perez optou por não oferecer denúncia e decidiu continuar a apuração através do procedimento investigatório criminal (PIC) instaurado pelo MPSP. Com o arquivamento do inquérito policial (IP), a Polícia Civil perdeu a prerrogativa de solicitar exames, depoimentos e perícias, e todas as diligências agora são de responsabilidade dos promotores.

A advogada Andrea dos Santos Lemos, que representa a família de Ryan, criticou as conclusões do inquérito da 3ª Delegacia de Homicídios de Santos, alegando que a decisão é uma tentativa de legitimar a versão dos policiais militares e ocultar as circunstâncias reais que levaram ao assassinato da criança. Ela afirmou que a narrativa do “confronto armado” é falsa e desmentida por provas que foram ignoradas pela autoridade policial.

Ryan era filho de Leonel Andrade Santos, 36 anos, que também foi morto pela PM cerca de nove meses antes do incidente que vitimou o menino. Beatriz da Silva Rosa, mãe de Ryan, compartilhou a dor de explicar a perda para os filhos, revelando que o mais novo expressou o desejo de morrer para reencontrar o pai. Beatriz relatou a dificuldade de lidar com os sentimentos das crianças, que frequentemente perguntam sobre Leonel.

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