Nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu seus ministros para traçar estratégias de comunicação do governo federal nos meses finais de seu mandato. Durante o encontro, ele ressaltou que o momento é crucial para que a sociedade brasileira, assim como partes do mundo, reconheçam o fortalecimento da democracia no Brasil.
"Nós estamos em um momento decisivo para que a sociedade brasileira e, até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país. A nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado, em nenhum momento, como uma republiqueta insignificante", declarou Lula.
O presidente orientou seus ministros a não apresentarem novas iniciativas até o fim do ano, estabelecendo o dia 3 de julho como prazo para a conclusão de ações que já estavam em planejamento. Ele destacou a importância de entregar o que já foi idealizado, enfatizando que há várias ações que ainda não foram implementadas devido a questões burocráticas.
"Ninguém me apresente absolutamente nada novo, agora é entregar o que já foi pensado. Tem muita coisa que vocês já pensaram, muita coisa que eu até pensei que já estava funcionando e algumas ainda não estão funcionando por problemas burocráticos", afirmou Lula.
Além disso, o presidente mencionou que, após o dia 3 de julho, o governo não poderá mais firmar convênios com prefeituras ou estados, nem inaugurar obras, o que limita a comunicação das ações do governo. Ele destacou que a falta de informação prévia sobre inaugurações por parte de ministros é um problema a ser resolvido. "Nós precisamos estar informados do que está acontecendo neste país", disse.
Lula também criticou as ações judiciais de ministros que ocorrem em tribunais superiores sem a consulta prévia à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Casa Civil. Ele enfatizou a necessidade de um governo coeso e que as informações sejam compartilhadas internamente, evitando que notícias surjam na mídia sem o devido conhecimento do governo. "É importante que a gente não saiba nada pelos jornais, que a gente saiba as coisas pelo compromisso de ser um governo unitário, democrático e progressista", completou.