O jornalista Luan Araújo, que ganhou notoriedade após ser perseguido com uma arma por Carla Zambelli em um episódio marcante das eleições de 2022, teve um mandado de prisão expedido pela Justiça de São Paulo na última segunda-feira (1º.jun.2026). A decisão judicial foi motivada pela falta de pagamento de uma multa de R$ 2.200 imposta em um processo por difamação. O conteúdo completo da decisão está disponível em um arquivo PDF.
Luan, residente na zona leste de São Paulo, é graduado em jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Sua trajetória profissional inclui passagens pelo jornalismo esportivo, assessoria de imprensa e gestão de comunidades digitais. Nas redes sociais, ele se destacou por suas opiniões sobre política, questões antirracistas e causas sociais.
O incidente que o tornou conhecido ocorreu em 29 de outubro de 2022, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Após uma discussão política, Carla Zambelli sacou uma arma e perseguiu Luan pelas ruas, um momento que foi amplamente divulgado e repercutido durante a campanha presidencial. Posteriormente, esse caso culminou em uma condenação da ex-deputada pelo STF, resultando em uma pena de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em agosto de 2025.
A ordem de prisão emitida contra Luan não está diretamente ligada ao episódio da perseguição armada, mas sim a uma condenação por difamação, decorrente de um artigo de opinião publicado por ele após os eventos. O texto, que foi publicado no portal Diário do Centro do Mundo, continha críticas a Zambelli e ao seu espectro político.
A condenação inicial resultou em uma pena de 8 meses de detenção em regime aberto, que foi convertida em medidas alternativas, como prestação de serviços à comunidade e o pagamento da multa. Contudo, Luan não cumpriu a obrigação financeira, levando à conversão da pena em prisão. Sua defesa afirma que ele não foi notificado oficialmente antes da divulgação da informação à imprensa.
O advogado de Luan criticou a decisão judicial, considerando-a uma “loucura” e já protocolou um habeas corpus em caráter liminar. Ele expressou a expectativa de que o Tribunal de Justiça avalie rapidamente o pedido, ressaltando que a situação não faz sentido. Além disso, a defesa argumenta que a condenação foi por um texto de opinião e que Luan não é culpado por crimes violentos ou de corrupção.