Iniciado em abril, o projeto Bienal nas Escolas teve sua primeira atividade Na Escola Municipal Maria das Dores Negrão, localizada em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio de Janeiro. No dia 11 de junho, a Escola Municipal Sarmiento, situada no Engenho Novo, também na zona norte, será a próxima a receber a iniciativa. O programa tem a expectativa de passar por pelo menos seis escolas ao longo do ano.
O projeto é uma extensão da Bienal do Livro do Rio, que busca formar o senso crítico e promover os principais valores de educação e aculturamento nas escolas. A proposta deste ano, intitulada "Livros Mudam o Jogo", se alinha ao clima da Copa do Mundo, utilizando um álbum de figurinhas com personagens clássicos da literatura, como Dom Quixote, Sherlock Holmes e Peter Pan, para atrair as crianças e estimular a troca de figurinhas entre elas.
De acordo com Bruno Henrique, um dos responsáveis pelo projeto, a ideia é tornar o livro um objeto lúdico e de entretenimento, ao mesmo tempo que é uma ferramenta educacional. Para isso, cada escola que participa do projeto receberá a doação de 100 livros, com o objetivo de fortalecer suas bibliotecas e salas de leitura. O patrocínio é viabilizado pela OLX e Accenture.
Na Escola Municipal Maria das Dores Negrão, a escritora Kiusam de Oliveira, conhecida por sua atuação na literatura afrodidática, foi convidada para dialogar com os alunos. Kiusam destacou a importância da representatividade e do papel da literatura na formação das crianças. Neste ano, o plano é visitar cinco escolas, beneficiando aproximadamente 1 mil alunos de 6 a 10 anos, embora esse número possa aumentar com parcerias da iniciativa privada.
Desde 2019, o projeto já alcançou 25 escolas, atendendo uma média de 170 alunos a cada visita. No ano passado, 11 escolas participaram, totalizando 2,2 mil alunos envolvidos. Autores como Bia Bedran, Thalita Rebouças, Jessé Andarilho e Rodrigo França também estiveram presentes nas escolas da capital e da Baixada Fluminense.
Uma pesquisa realizada em 2025 revelou que a procura por livros nas bibliotecas municipais e estaduais aumentou em 25% nas escolas que receberam o projeto. Bruno Henrique comentou que a mudança no comportamento e na cultura de busca por livros nas escolas é um indicativo do impacto positivo da iniciativa, reforçando que o projeto está no caminho certo para fomentar a leitura entre os jovens.