O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, tomou a decisão de suspender a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg na última segunda-feira (8). O levantamento, que foi divulgado no dia 19 de maio, indicava uma queda de seis pontos nas intenções de voto do pré-candidato Flávio Bolsonaro, especialmente após o vazamento de áudios do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na pesquisa em questão, os dados mostravam que Lula alcançava 48,9% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 41,8% em um possível segundo turno. Em um levantamento anterior, ambos estavam em situação de empate técnico, com 47,8% para Lula e 47,5% para Flávio.
A decisão de suspender a pesquisa foi motivada por um pedido do PL, que argumentou que o questionário, composto por 48 perguntas, tinha uma estrutura projetada para induzir respostas negativas. Entre as perguntas, havia questões sobre o conhecimento dos entrevistados em relação aos áudios vazados e se esse escândalo teria impacto na candidatura de Flávio, algo que o partido considerou uma “contaminação da amostra por indução”.
Em resposta às acusações, a AtlasIntel defendeu sua metodologia, afirmando que o objetivo era medir, em tempo real, o impacto de um evento político significativo, prática comum em levantamentos eleitorais. O instituto expressou confiança em sua abordagem, afirmando ter “plena tranquilidade diante de qualquer questionamento” sobre o estudo realizado.
A suspensão da pesquisa ocorre em um momento crítico para a campanha de Flávio Bolsonaro, que enfrenta desafios significativos após a divulgação dos áudios. A situação levanta questionamentos sobre a dinâmica das eleições e como eventos externos podem influenciar as intenções de voto dos eleitores, especialmente em um cenário tão polarizado como o atual.