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Lula discute medidas para o setor de combustíveis com representantes do etanol

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no Palácio do Planalto com representantes do setor de etanol para discutir ações do governo...

Na terça-feira, 9 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou no Palácio do Planalto com representantes do setor de etanol. O encontro ocorreu após o governo anunciar diversas medidas destinadas a reduzir os impactos da elevação dos preços internacionais do petróleo sobre os combustíveis no país.

Em março, um pacote de redução de impostos e a criação de subsídios ao diesel foram anunciados, com um impacto orçado em R$ 30 bilhões. Em abril, o programa foi ampliado, e, no mês seguinte, o governo introduziu medidas de subvenção à gasolina, com um custo estimado em R$ 2,9 bilhões por mês, totalizando R$ 5,8 bilhões no período inicialmente previsto.

Essas iniciativas visam evitar que a alta do petróleo no mercado internacional seja totalmente repassada aos consumidores brasileiros. O decreto 12.875 resultou na redução de tributos federais sobre o diesel, com a expectativa de uma diminuição de aproximadamente R$ 0,32 por litro no preço do combustível.

Além disso, a Medida Provisória (MP) 1.340 de 2026 instituiu uma subvenção de R$ 0,32 por litro para os produtores e importadores de diesel, com um custo estimado de R$ 10 bilhões para o Tesouro. Em abril, o governo também implementou uma subvenção de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, somando-se ao benefício anterior, gerando um custo estimado de R$ 4 bilhões em dois meses.

O governo também criou um mecanismo de subvenção para os produtores e importadores de gasolina, que é equivalente à redução dos tributos federais. De acordo com estimativas, o impacto mensal da subvenção à gasolina varia entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão, enquanto o custo projetado para o diesel é de R$ 1,7 bilhão por mês.

Cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina representa uma despesa mensal de R$ 272 milhões, enquanto no diesel, esse valor corresponde a gastos de R$ 492 milhões por mês. As medidas foram discutidas com diversas lideranças do setor, incluindo Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, e Carlos Ubiratan Garms, presidente do Conselho Deliberativo da Unica, entre outros.

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