Na última terça-feira (9.jun.2026), uma acalorada discussão ocorreu na Comissão de Assuntos Econômicos entre os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e EUDÓCIA Caldas (PSDB-AL). A sessão contou com a presença do presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, e girou em torno dos investimentos do Instituto de Previdência de Maceió em títulos do Banco Master, o que levou EUDÓCIA a chamar Renan de "corrupto".
A troca de acusações se intensificou quando Renan questionou a gestão da Prefeitura de Maceió, na qual JHC, FILHO de EUDÓCIA, atuou como ex-prefeito. O senador levantou dúvidas sobre um contrato do BRB com a prefeitura e sobre a gestão da folha de pagamento, o que gerou a reação de EUDÓCIA, que considerou a atitude de Renan como "monocrática".
EUDÓCIA Caldas sugeriu a criação de uma CPI para investigar não apenas o Banco Master, mas também o Banco BMG, citando que Renan já havia sido mencionado em investigações relacionadas a essa instituição. A senadora defendeu que a apuração deveria retroceder 20 anos para identificar a origem dos problemas financeiros.
Em sua defesa, EUDÓCIA destacou que JHC concedeu autonomia ao Iprev e afirmou não conhecer Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Em contrapartida, acusou Renan de atuar como "advogado" de Vorcaro ao propor o Projeto de Lei 2.502 de 2026, que visa utilizar o Fundo Garantidor de Crédito para compensar perdas de fundos de pensão.
A senadora fez uma declaração incisiva sobre a questão de gênero, afirmando que Renan a subestima por ser mulher e pediu respeito ao seu papel como senadora. Renan respondeu que sua intenção é responsabilizar os envolvidos em desvios do Iprev e criticou a postura de EUDÓCIA, sugerindo que ela deveria aconselhar seu FILHO a se pronunciar sobre as acusações.
No clímax da discussão, EUDÓCIA revidou, dizendo que Renan não soube educar seu FILHO, Renan FILHO. A sessão foi encerrada enquanto a senadora ainda falava, refletindo a tensão do debate.