Carlo Ancelotti pode marcar um feito inédito na história da Copa do Mundo de 2026. Desde a primeira edição do torneio em 1930, todos os 22 treinadores que conquistaram o título dirigiram seleções de seu próprio país. No entanto, o treinador italiano, que atualmente comanda a seleção brasileira, busca romper essa tradição.
O feito almejado por Ancelotti quase foi alcançado em duas ocasiões. Em 1958, o inglês George Raynor levou a Suécia ao vice-campeonato, perdendo na final para o Brasil por 5 a 2. Já em 1978, o austríaco Ernst Happel esteve à frente da seleção da Holanda, que foi derrotada pela Argentina na decisão, com o placar de 3 a 1.
Para a próxima Copa do Mundo, além de Ancelotti, outros 25 treinadores vão disputar a chance de se tornarem campeões. Entre os 48 técnicos que participarão do torneio, 26 são estrangeiros, o que representa mais da metade do total. Essa mudança em relação à edição anterior, que contou com apenas nove técnicos não nativos entre os 32 participantes, indica uma crescente internacionalização do futebol.
Os principais nomes entre os treinadores estrangeiros incluem o belga Roberto Martinez, que comanda Portugal, e argentinos como Marcelo Bielsa, à frente do Uruguai, e Sebastian Beccace, do Equador. Além deles, Mauricio Pochettino dirige os Estados Unidos, Julen Lopetegui está à frente do Catar, Carlos Queiroz comanda Gana e Thomas Tuchel é o técnico da Inglaterra.
Na história das competições continentais, já houve técnicos campeões por seleções que não eram as suas. Na Copa América, esse feito ocorreu cinco vezes, incluindo a vitória do brasileiro Danilo com a Bolívia em 1963. Na Eurocopa, apenas uma vez um técnico não nativo venceu: o alemão Otto Rehhagel, que conquistou o torneio de 2004 com a Grécia, superando Luiz Felipe Scolari, que dirigia Portugal na final.
A expectativa para a Copa do Mundo de 2026 é alta, e a possibilidade de Ancelotti se tornar o primeiro técnico a vencer o torneio com uma seleção estrangeira é um tema que gera discussões entre os aficionados por futebol.