A inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para a baixa renda avançou 0,65% em maio, superando a inflação oficial, que é acompanhada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que registrou alta de 0,58%. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 12 de junho de 2026, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No acumulado do ano de 2026, o INPC apresentou um aumento de 3,36%. Já nos últimos 12 meses, a taxa alcançou 4,42%, um valor superior aos 4,11% registrados até abril. Em comparação, em maio de 2025, o índice havia apresentado uma alta de 0,35%.
O INPC é um indicador que mede a inflação para famílias com rendimentos que variam de 1 a 5 salários-mínimos, cujo responsável é assalariado. Este índice é frequentemente utilizado como referência para negociações salariais e para reajustes de benefícios, como aposentadorias e pensões.
Os dados de maio mostraram que os alimentos continuam a pressionar este índice, apresentando um aumento de 1,33%, após a alta de 1,37% observada em abril. Por outro lado, os produtos não alimentícios desaceleraram, passando de 0,63% para 0,43% em maio.
Entre as cidades analisadas pelo IBGE, Campo Grande se destacou com a maior variação mensal, alcançando 1,49%. Essa alta foi impulsionada principalmente pelos aumentos nos preços da energia elétrica, que subiu 13,30%, e das carnes, que tiveram alta de 2,61%. Aracaju (1,38%) e Recife (1,10%) também apresentaram variações acima da média nacional.
Por outro lado, Vitória registrou a menor inflação do país em maio, com um aumento de apenas 0,34%. Essa redução foi influenciada por quedas nos preços de camisas e camisetas masculinas, que caíram 3,28%, e de automóveis usados, que tiveram uma diminuição de 2,04%. Curitiba teve uma alta de 0,35%, enquanto Belo Horizonte registrou 0,52%. Em São Paulo, que possui maior peso no cálculo do índice, a inflação foi de 0,62%.