As quatro maiores estatais federais, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registraram um aumento significativo em seus gastos com patrocínios, totalizando R$ 1,6 bilhão em 2025. Este valor, ajustado pela inflação, representa uma elevação de 52,5% em relação ao ano de 2024, com um incremento de R$ 539,6 milhões em publicidade.
A pesquisa realizada analisou as páginas de transparência das estatais e destacou que os números referem-se a novos contratos assinados a cada ano, abrangendo tanto desembolsos imediatos quanto pagamentos previstos para o longo prazo. Entre as estatais, a Caixa Econômica Federal foi a que mais aumentou seus gastos, destinando R$ 277,4 milhões a mais em patrocínios de 2024 para 2025. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) apresentou a maior alta proporcional, multiplicando por 15 os contratos em relação ao ano anterior.
Os dados revelam a evolução dos gastos em patrocínio de 2024 para 2025: a Caixa aumentou de R$ 374,7 milhões para R$ 652,1 milhões; a Petrobras de R$ 380,1 milhões para R$ 527,7 milhões; o Banco do Brasil de R$ 267,4 milhões para R$ 289,2 milhões; e o BNDES saltou de R$ 6,5 milhões para R$ 99,3 milhões.
Grande parte dos contratos de patrocínio é direcionada a atividades esportivas, com destaque para o apoio ao Comitê Paralímpico Brasileiro e à Confederação Brasileira de Atletismo. As estatais, ao se manifestarem, defenderam a ampliação dos contratos, ressaltando a importância estratégica desses investimentos.
A Caixa Econômica Federal explicou que o aumento nos gastos deve-se, em grande parte, a acordos plurianuais, que são registrados integralmente no momento da contratação, mas com desembolsos que ocorrem ao longo dos anos. O BNDES, por sua vez, informou que retomou projetos patrocinados em 2023 após um período de paralisação entre 2020 e 2022, e que os valores de 2025 voltaram ao patamar médio dos anos anteriores à interrupção.
A Petrobras declarou que sua ampliação nos patrocínios é uma ação estratégica, visando não apenas o Desenvolvimento Econômico e social, mas também o fortalecimento da imagem institucional da empresa. O Banco do Brasil, por fim, destacou que a expansão dos contratos reflete a continuidade de sua estratégia de marca, buscando gerar conexão com diferentes públicos.