A Fifa confirmou que irá pagar integralmente o salário do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada no último domingo, 14 de junho de 2026, pelo jornal britânico BBC.
O árbitro enfrentou uma situação complicada ao ser retido por 11 horas no aeroporto de Miami no dia 7 de junho de 2026, onde passou por uma entrevista de imigração. As autoridades norte-americanas negaram a entrada de Artan, alegando que seu passaporte diplomático não era válido devido a supostas “ligações com terroristas”, resultando em sua deportação para a Turquia.
Considerado um dos melhores árbitros da África, Artan recebeu uma recepção calorosa ao retornar à Somália. Em resposta ao ocorrido, ele comentou que acredita que há um problema relacionado ao seu país, expressando seu desapontamento com a situação, já que apresentou toda a documentação necessária para atuar nos Estados Unidos.
A UEFA escalou Omar Abdulkadir Artan para apitar a final da Supercopa da Europa, que acontecerá no dia 12 de agosto em Salzburg, na Áustria. O confronto será entre o Paris Saint-Germain, bicampeão da Champions League, e o Aston Villa, vencedor da Liga Europa, marcando assim o início da temporada europeia.
É importante destacar que a Copa do Mundo é um evento privado e lucrativo, realizado a cada quatro anos pela Fifa. As seleções que participam do torneio se classificam por meio de eliminatórias, e a composição de cada equipe é definida por entidades privadas. No Brasil, a CBF é responsável pela escolha do treinador e dos jogadores que integram a seleção, sendo que todos são convidados a participar, refletindo o grande apelo comercial do evento. Assim, o governo brasileiro não exerce influência sobre o time que compete, representando uma equipe de futebol selecionada por uma entidade privada.