Neste domingo, 14 de junho, Donald Trump comunicou que o acordo com a República Islâmica do Irã está oficialmente completo. Este entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e a retirada imediata do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos na região. A mensagem foi publicada na plataforma Truth Social, marcando o fim de meses de negociações diplomáticas. Trump expressou otimismo ao afirmar: "O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo plenamente a reabertura sem restrições do Estreito de Ormuz e determino a retirada imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores".
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, foi o responsável por anunciar inicialmente o acordo, confirmando a cessação definitiva das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano. A cerimônia oficial de assinatura do acordo está agendada para o dia 19 de junho, na Suíça.
O entendimento entre as partes abrange diversos pontos, tais como a reabertura do Estreito de Ormuz, um novo cessar-fogo de 60 dias para discussões referentes à segunda fase do acordo, o término da guerra no Líbano com o recuo das tropas de Israel e o desbloqueio de ativos iranianos que estavam congelados no exterior. Embora os detalhes do documento ainda não tenham sido divulgados, Teerã não se manifestou sobre o anúncio até o momento.
Trump declarou que a reabertura do Estreito de Ormuz ocorrerá após a assinatura do acordo, com o objetivo de remover minas. Ele enfatizou que "o petróleo voltará a fluir novamente para ambos os lados da região e para o mundo". O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do escoamento global de petróleo, e o bloqueio naval havia impactado diretamente o fluxo de cargueiros, afetando os preços do combustível nos mercados internacionais.
O presidente dos Estados Unidos caracterizou o acordo como um marco histórico, afirmando que muitos líderes tentaram estabelecer a paz com o Irã, mas todos falharam antes de sua administração.