Na manhã de 15 de junho de 2026, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná lançou a Operação Panóptico, uma ação coordenada em nível nacional contra uma organização criminosa com forte presença em vários estados e que opera a partir do sistema prisional. No total, foram cumpridos 559 mandados judiciais, sendo 304 de prisão e 255 de busca e apreensão.
A operação ocorreu simultaneamente em estados como Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com o objetivo de desarticular as atividades do PCC (Primeiro Comando da Capital). As investigações foram conduzidas por 10 núcleos do Gaeco No Paraná, em colaboração com a Secretaria de Segurança Pública do estado e o apoio das forças policiais estaduais.
Cerca de mil agentes foram mobilizados, distribuídos em aproximadamente 204 equipes, incluindo as polícias Militar e Civil, a Polícia Penal e a Polícia Científica do Paraná. Parte das ordens judiciais foi cumprida em unidades prisionais, onde 176 prisões e 92 buscas foram realizadas.
No Paraná, a maior parte das ações se concentrou em 34 municípios, entre os quais Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e São José dos Pinhais. Mandados também foram cumpridos em cidades como Cascavel, Paranaguá, Umuarama e Guarapuava, além de Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).
De acordo com informações do Gaeco, o intuito da operação é atingir diferentes níveis da organização criminosa, enfraquecer sua atuação No Paraná, coletar novas provas e interromper atividades ilícitas. As investigações tiveram início no final de 2025 e foram autorizadas por diversas varas judiciais do estado.
Um balanço preliminar aponta que cerca de 90% dos mandados de prisão foram cumpridos, com um índice de aproximadamente 75% entre os alvos que estavam em liberdade. Os mandados executados em presídios foram cumpridos integralmente.