RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Operação da PF investiga suspeitas de compra de votos em Campo Grande

A Polícia Federal deflagrou a Operação Suffragium em Mato Grosso do Sul, com o intuito de apurar indícios de compra de votos nas eleições...

Nesta sexta-feira (19), a Polícia Federal (PF) iniciou uma operação em Mato Grosso do Sul, focada em investigar suspeitas de compra de votos durante as eleições de 2024 em Campo Grande. A operação, denominada Operação Suffragium, culminou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Taquarussu.

Os investigadores apontam que há indícios de uma estrutura organizada para a distribuição de recursos financeiros, com a intenção de influenciar eleitores. O esquema, segundo a PF, funcionaria de maneira hierárquica, similar a um modelo piramidal, envolvendo múltiplos níveis de atuação.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), não foi alvo das medidas judiciais nesta fase da investigação, mas pessoas próximas a ela tiveram seus endereços visitados pela PF logo na manhã de hoje. Os investigadores identificaram que a estrutura corrupta poderia ser dividida em quatro frentes distintas. No topo estariam os beneficiários políticos, que seriam os destinatários finais das vantagens eleitorais supostamente oriundas da compra de votos.

Um outro núcleo da operação seria encarregado da administração dos recursos utilizados, com integrantes que teriam coordenado a movimentação de valores e implementado mecanismos para dificultar a identificação da origem e destino do dinheiro. Também foi identificado um grupo responsável pela intermediação operacional, que atuaria na distribuição dos recursos e na conexão entre os financiadores e os executores das transferências. Os eleitores que supostamente teriam recebido benefícios financeiros em troca de apoio eleitoral estariam na base dessa estrutura.

A PF afirma ter encontrado movimentações financeiras que não condizem com o padrão habitual dos envolvidos, incluindo transferências sucessivas entre contas bancárias, fragmentação de valores enviados via Pix, uso de contas de terceiros e saques realizados em sequência. Essas operações estão relacionadas à campanha de Adriane Lopes, atualmente sob análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília.

Em 2024, Adriane Lopes foi reeleita para a prefeitura de Campo Grande, obtendo 51,45% dos votos válidos no segundo turno, enquanto sua concorrente, Rose Modesto (União Brasil), recebeu 48,55%, em uma das disputas mais acirradas da história recente da capital sul-mato-grossense.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.