A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela navegação, anunciou a suspensão da operação de evacuação de marinheiros no ESTREITO de ORMUZ. A decisão foi tomada após um ataque a um navio cargueiro nas proximidades da costa de Omã, conforme divulgado na quinta-feira, 25 de junho de 2026.
A operação de evacuação, que havia sido iniciada na terça-feira, 23 de junho, previa a retirada de mais de 11 mil tripulantes que se encontram na região desde fevereiro, devido ao conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Informações iniciais da OMI indicam que cerca de 57 embarcações, com aproximadamente 1.100 marinheiros, já tinham cruzado o ESTREITO durante o plano de retirada previsto entre 23 e 25 de junho.
Arsenio Dominguez, secretário-geral da OMI, declarou que a suspensão foi implementada para reavaliar as condições de segurança na área. "Decidi suspender temporariamente sua implementação para confirmar que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor", afirmou Dominguez.
A empresa britânica de segurança marítima UKMTO relatou que uma embarcação foi atingida por um "projétil desconhecido" a cerca de 7,5 milhas náuticas do porto de Dahit, em Omã, na mesma quinta-feira. Não foram registrados feridos. A companhia de segurança Vanguard identificou o navio como o porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira de Cingapura, que continuou sua rota sem necessidade de assistência.
Dados do MarineTraffic mostraram que o navio atravessou a região pela rota sul e deixou o ESTREITO no período da tarde. A OMI esclareceu que a embarcação atacada não fazia parte do esquema de evacuação que estava sendo coordenado, o qual oferecia uma opção voluntária para navios e tripulações deixarem a região por rotas monitoradas em águas iranianas e omanitas.
O ESTREITO de ORMUZ é uma das principais rotas marítimas do mundo, responsável por uma significativa parcela do transporte global de petróleo e gás. Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que começaram no fim de fevereiro, Teerã impôs restrições à circulação na área, resultando na retenção de centenas de embarcações e milhares de marinheiros no Golfo Pérsico.