A Polícia Federal (PF) finalizou o inquérito que investiga o senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL), concluindo que ele cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A conclusão foi enviada ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 26 de junho, após meses de apurações que tiveram início em abril.
O delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pela investigação, afirmou que "resta claro o cometimento, pelo senador Flávio Nantes Bolsonaro, do crime tipificado no art. 138 c/c art. 141, inciso I e § 2° do Código Penal". Com isso, a PF encaminhou os autos para que a Corte realize a apreciação e tome as providências que julgar necessárias.
O caso envolve declarações feitas por Flávio Bolsonaro em uma postagem na rede social X, em que ele atribuiu a Lula crimes graves, como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A declaração foi feita em 3 de janeiro, logo após a prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas autoridades dos Estados Unidos.
Na postagem, Flávio afirmou que "Lula será delatado" e que isso representaria "o fim do Foro de São Paulo", citando uma série de supostas irregularidades, como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e eleições fraudadas.
A PF considerou que, ao fazer essa associação, Flávio Bolsonaro ligou a imagem de Lula à de Maduro, que, na ocasião, estava sendo acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas. O delegado destacou que a fala do senador implicava que Lula seria delatado por Maduro, e listou os crimes mencionados na postagem como um indicativo do crime de calúnia.
Com a conclusão da PF, o caso agora aguarda os próximos passos do Supremo Tribunal Federal, que analisará as informações e decidirá sobre possíveis medidas a serem adotadas em relação ao senador Flávio Bolsonaro.