Na segunda-feira, 29 de junho de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um novo pacote de medidas voltadas para facilitar o acesso ao crédito, especialmente para trabalhadores informais, funcionários da iniciativa privada e ex-alunos do Fies. A principal iniciativa é o programa DESENROLA Adimplentes, que permitirá a renegociação de empréstimos com juros reduzidos, limitados a 1,99% ao mês.
O DESENROLA Adimplentes destina-se a trabalhadores informais que possuem empréstimos pessoais e estão em dia com os pagamentos. Para participar, é necessário ter um saldo devedor de até R$ 15 mil, ter quitado ao menos quatro parcelas do contrato e estar adimplente ou com um atraso máximo de 90 dias. Com a nova modalidade, os beneficiários poderão trocar dívidas que têm juros entre 6% e 12% ao mês por um novo empréstimo com a taxa de 1,99% ao mês, além de ter a opção de ampliar o prazo de pagamento e contratar crédito adicional, desde que a nova parcela não ultrapasse 90% do valor da prestação anterior.
O governo estima que o novo programa poderá beneficiar entre 200 mil e 500 mil trabalhadores, o que corresponde a até meio milhão de famílias. Além disso, a nova linha de crédito se soma às mudanças nas regras do crédito consignado, que agora podem ser contratadas por meio da Carteira de Trabalho Digital ou diretamente com os bancos, com juros limitados também a 1,99% ao mês, cobrindo até 50% do valor nominal da dívida.
Outro componente do pacote é o Fies Empreendedor, que visa apoiar estudantes que estão em dia com o financiamento estudantil. Essa linha de crédito oferecerá juros de 11% ao ano, o que equivale a 0,87% ao mês, com um limite de até R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para pessoas jurídicas. O prazo para pagamento será de até 60 meses para indivíduos e até 96 meses para empresas.
Os ex-alunos que poderão acessar essa linha de crédito devem ter se formado há pelo menos 36 meses, estar adimplentes e nunca ter renegociado o financiamento estudantil. A expectativa do governo é que aproximadamente 100 mil egressos sejam beneficiados por essa nova linha de crédito.
Com um investimento previsto de R$ 4 bilhões do Tesouro Nacional, as novas iniciativas buscam ampliar o acesso ao crédito e oferecer condições mais favoráveis para a renegociação de dívidas, além de promover a inclusão financeira dos trabalhadores informais e apoiar a continuidade da formação acadêmica dos estudantes.