O Brasil vive um momento significativo de crescimento no turismo doméstico, caracterizado pela valorização da "economia da experiência". Esse fenômeno fez com que muitos brasileiros redescobrissem suas próprias terras, posicionando o país como um dos mais dinâmicos da América Latina e do Caribe no segmento de lazer e entretenimento presencial.
Um estudo econômico recente da Associação Global para a Indústria de Atrações (IAAPA) revelou que o Brasil foi responsável por cerca de 30% de toda a visitação em atrações da região no último ano, totalizando aproximadamente 120 milhões de visitas. Esse desempenho resultou em uma movimentação econômica de US$ 9,2 bilhões, além de garantir mais de 212 mil empregos diretos e indiretos.
A pesquisa também revelou que 94% do turismo no Brasil é composto por viagens internas, uma das maiores taxas do continente. Essa realidade confere ao país uma vantagem competitiva, pois depende menos do turismo internacional em comparação a outros destinos da América Latina, que podem ser mais suscetíveis a variações no fluxo de visitantes estrangeiros.
Paulina Reyes, vice-presidente e diretora executiva da IAAPA para a América Latina e o Caribe, observou que o setor se beneficia da inauguração de novos empreendimentos, da introdução de experiências inovadoras em parques já existentes e de um consistente cronograma de expansão em todo o território nacional. Atualmente, o Brasil possui 3.607 atrações registradas, que incluem parques aquáticos, centros de entretenimento e experiências na natureza.
A executiva destacou que muitas viagens estão agora centradas em atividades específicas, evidenciando o papel central que os parques desempenham nos gastos das famílias. Mesmo diante de um ambiente tributário e regulatório mais complexo do que o de muitos países vizinhos, o Brasil continua a se afirmar no setor.
Além do impacto econômico, o segmento de atrações também contribui para a geração de empregos em áreas como hospitalidade e entretenimento. Na América Latina e no Caribe, 81% da força de trabalho do setor tem menos de 45 anos, com cerca de um terço dos colaboradores em seu primeiro emprego. A Indústria de Atrações na região movimentou quase US$ 35 bilhões, sustentando mais de um milhão de postos de trabalho.