Cinquenta deputados do Parlamento Europeu assinaram uma carta solicitando que a Fifa realize uma investigação sobre seu presidente, Gianni Infantino. O pedido, enviado na segunda-feira (29 de junho de 2026), aponta uma possível violação das normas de neutralidade política da entidade.
A controvérsia gira em torno da decisão de Infantino de conceder o 1º Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o sorteio da Copa do Mundo, realizado em dezembro de 2025. O conteúdo da carta foi acessado pelo POLITICO, que também disponibiliza a íntegra do documento em inglês (PDF—106KB).
Essa ação é um reforço a uma representação anterior feita pela ONG FairSquare, que atua na defesa dos direitos humanos, ao Comitê de Ética da Fifa. A ONG argumenta que as declarações de Infantino em apoio a Trump infringem o estatuto da Fifa, que estabelece que a entidade deve manter uma postura neutra em relação a questões políticas e religiosas.
O deputado irlandês Barry Andrews, que liderou a iniciativa, declarou que a escolha de favorecer um presidente em detrimento de outros pode prejudicar a imagem da Fifa e do torneio, especialmente em relação à Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
Em um movimento semelhante, a Federação Norueguesa de Futebol também encaminhou uma carta à Fifa questionando a decisão de premiar Trump. A gestão de Gianni Infantino tem sido alvo de críticas devido à sua proximidade com líderes de países envolvidos na organização da Copa do Mundo, como Rússia, Qatar, Arábia Saudita e Estados Unidos. O presidente da Fifa defende que o diálogo com chefes de Estado é crucial para a realização dos torneios.