A XPeng, empresa chinesa de tecnologia, anunciou sua intenção de iniciar a comercialização do robô humanoide Iron nos Estados Unidos em 2027. A produção em massa do robô está programada para começar no final deste ano, com a companhia planejando apresentar seu produto na CES (Feira de Eletrônicos de Consumo), que acontecerá em Las Vegas entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2027.
O Iron tem se destacado no setor de robôs humanoides na China, atraindo a atenção por seu design inovador e movimentos fluidos. No entanto, a entrada da XPeng no mercado norte-americano pode enfrentar barreiras regulatórias impostas pelo governo dos EUA, que tem dificultado a importação de produtos tecnológicos originários da China, com o argumento de segurança nacional.
Desde janeiro do ano passado, o governo dos EUA implementou tarifas pesadas sobre a entrada de carros elétricos, e agora também está revisando as regras de importação de robôs. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, está conduzindo uma análise das regulamentações, o que pode resultar em medidas restritivas para limitar a chegada de robôs fabricados na China. Essa investigação foca especialmente as empresas que recebem subsídios do governo chinês, mas pode impactar todo o setor.
A estratégia da Casa Branca é prevenir que os robôs chineses dominem o mercado dos EUA e global antes que as empresas americanas consigam se estabelecer e competir em larga escala. Atualmente, marcas como a Unitree, que lidera o segmento de robôs humanoides e quadrúpedes, já estão comercializando seus produtos no território americano.
Ciente dos riscos associados a um possível fechamento do mercado norte-americano antes mesmo de sua entrada, a XPeng mantém uma aposta firme na qualidade do Iron. O objetivo da empresa é desenvolver um robô que se assemelhe ao ser humano, projetado para ser um companheiro e ocupar o espaço nas residências dos consumidores.
O Iron ganhou notoriedade na China em novembro de 2025, quando a XPeng divulgou vídeos demonstrando a fluidez e realismo de seus movimentos, assegurando que não havia um ser humano dentro do traje. Esse modelo se diferencia dos robôs da Unitree, que possuem um design menor e mais característico.