A Justiça do Rio de Janeiro tomou a decisão de autorizar a quebra de sigilo do celular apreendido na cela de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, que cumpre pena pela tortura e morte do menino Henry Borel. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que busca analisar o conteúdo do dispositivo para auxiliar em investigações acerca da atuação do condenado enquanto ele se encontra preso.
O celular foi encontrado na quarta-feira (1º de julho) durante uma fiscalização realizada pela Polícia Penal no presídio onde Jairinho está detido, localizado no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro. A descoberta do aparelho levantou a necessidade de uma análise mais profunda sobre o seu uso e as possíveis comunicações realizadas por Jairinho enquanto estava na prisão.
A autorização para a quebra do sigilo foi concedida na sexta-feira (3 de julho) pela juíza Elizabeth Machado Louro, que também é responsável pelo julgamento que resultou na condenação de Jairinho. O MPRJ informou que a extração dos dados do celular será feita pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética (DEIC).
De acordo com o Ministério Público, o conteúdo do celular pode fornecer provas relevantes sobre a utilização do aparelho para manter contato com pessoas fora do sistema prisional. O promotor Fábio Vieira dos Santos, em sua manifestação à Justiça, ressaltou que essa medida é fundamental para investigar possíveis influências que Jairinho possa ter exercido sobre terceiros durante sua custódia.
Além disso, a análise dos dados visa identificar contatos, comunicações e eventuais articulações que possam ter impactado a regularidade da persecução penal. A investigação se concentra na possível utilização do celular como um meio de comunicação que poderia comprometer a integridade do processo penal em curso.