No dia anterior, Michelle havia destacado o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs) pelo Ministério da Educação (MEC). Para ela, essa iniciativa representa a concretização de um sonho, sendo um projeto que começou a ser elaborado durante a gestão de Jair Bolsonaro, mas que sofreu atrasos devido a disputas judiciais.
Michelle Bolsonaro também mencionou a sanção da Lei Amália Barros, que reconhece a visão monocular como uma deficiência sensorial, embora tenha sido proposta por um deputado do PT. A ex-primeira-dama ressaltou que, apesar da autoria do projeto, o ex-presidente priorizou o benefício da população surda.
As declarações de Michelle geraram reações negativas entre os apoiadores de Jair Bolsonaro. Essa situação ocorre em meio a um contexto de tensões públicas com seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República. Recentemente, a ex-primeira-dama compartilhou vídeos nos quais relatou ter se sentido maltratada durante uma conversa com Flávio sobre questões partidárias.
A defesa de pautas voltadas para a comunidade surda e a crítica a disputas políticas internas refletem um momento de reflexão para Michelle, que busca reafirmar seu compromisso com as causas sociais, independentemente das divisões partidárias. Essa postura pode influenciar sua trajetória política futura e suas relações dentro da família Bolsonaro.