O Estudo NACIONAL de MOBILIDADE Urbana (ENMU), que foi concluído após um mapeamento de dois anos realizado pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades, antecipa uma significativa transformação no transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife. O plano propõe a viabilização de seis projetos de transporte público de média e alta capacidade, que visam expandir a malha atual de 68 km para 150 km, com foco em eixos que atendam às demandas projetadas para as próximas três décadas.
Para a realização desse projeto, está previsto um investimento que pode chegar a R$ 15 bilhões, posicionando Recife entre as metrópoles que possuem projetos prioritários prontos para serem desenvolvidos em parceria com a iniciativa privada. A estrutura de financiamento proposta prevê que 80% dos recursos sejam oriundos do setor público e 20% sejam investidos pelos operadores privados.
Dentre os seis projetos planejados para o Grande Recife, cinco têm a possibilidade de serem corredores de BRT elétrico ou de VLTs. Entre os destaques estão os corredores de grande extensão que ligarão Igarassu a Joana Bezerra, com 35,4 km, e a conexão entre o Terminal Integrado de Abreu e Lima e Cajueiro Seco, que terá 30,6 km. O estudo também inclui intervenções na Avenida Norte e nos eixos Boa Viagem-Olinda e Centro (Santo Antônio)-São Lourenço, permitindo flexibilidade na escolha das tecnologias entre BRT elétrico ou VLT.
O sexto projeto abrange a requalificação das linhas do Metrô do Recife e dos trens urbanos a diesel, um processo que já está sendo executado dentro da concessão privada do sistema. Os BENEFÍCIOS diretos desse Plano NACIONAL para os passageiros incluem a redução do tempo de deslocamento e a ampliação do acesso a áreas periféricas, facilitando o acesso a empregos e serviços.
O Recife está inserido em um plano mais amplo, que mapeia 187 projetos em 21 regiões metropolitanas do Brasil, totalizando uma expansão de mais de 3 mil quilômetros de trilhos e corredores. O investimento total previsto para esse conjunto de intervenções no país é de aproximadamente R$ 430 bilhões, priorizando modais de transporte com baixa emissão de poluentes, como metrôs, trens e ônibus elétricos. O cronograma estipulado destina os anos de 2026 e 2027 para a estruturação jurídica, técnica e financeira dessas propostas, com o intuito de atrair investidores.
A estratégia de viabilização financeira envolve parcerias onde o setor público é responsável por 80% do investimento, enquanto a iniciativa privada arca com os 20% restantes por meio de parcerias público-privadas (PPPs). O ENMU estima que as intervenções promovam a criação de 1,3 milhão de empregos por ano durante a fase de implantação e contribuam para a redução de 3 milhões de toneladas de emissão de gás carbônico anualmente. Com a execução dos projetos prevista para um horizonte de 15 anos, o Brasil almeja evitar milhares de acidentes de trânsito e proporcionar mais qualidade de vida aos cidadãos que dependem do transporte coletivo diariamente.