A distribuidora Europa Filmes começou o processo necessário para o lançamento do filme Dark Horse, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) informou que a Europa Filmes protocolou, em 22 de junho de 2026, um pedido de Registro de Obra Estrangeira (ROE) para a produção.
No elenco do filme, o ator norte-americano Jim Caviezel interpretará Jair Bolsonaro, enquanto Camille Guaty dará vida a Michelle Bolsonaro. Edward Finlay, Sergio Barreto e Marcus Ornellas também fazem parte do elenco, interpretando, respectivamente, Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro. A estreia de Dark Horse está prevista para o dia 11 de setembro.
É importante destacar que o protocolo do ROE não garante a aprovação para o lançamento do filme, nem confirma sua estreia. Este registro é apenas a primeira etapa do processo regulatório que possibilita a distribuição de obras estrangeiras no Brasil. Após essa fase, a distribuidora deverá solicitar o Certificado de Registro de Título (CRT), documento essencial que oficializa o registro da obra na Ancine.
Somente após a emissão do CRT, a distribuidora poderá solicitar a classificação indicativa junto ao Ministério da Justiça e atender às demais exigências legais para que o filme chegue às salas de cinema. A Ancine enfatizou que o processo está em andamento e que não é possível antecipar conclusões sobre o mérito do pedido.
Além dos trâmites burocráticos, o filme se tornou alvo de polêmica relacionada ao seu financiamento. Uma Reportagem do The Intercept Brasil revelou que o senador Flávio Bolsonaro foi ouvido em um áudio solicitando recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção do longa. A Go Up Entertainment, responsável pela produção, negou que recursos do empresário ou de associados ao Banco Master tenham sido utilizados no filme, ressaltando que a identidade dos investidores é protegida pela legislação dos Estados Unidos.
Na mesma ocasião, o deputado federal Mario Frias, que também é roteirista de Dark Horse, declarou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária na produção ou na empresa responsável pelo filme, limitando-se a ceder os direitos de imagem da família Bolsonaro para o projeto.