O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, solicitou ao Ministério Público do estado (MPSP) uma investigação sobre funcionários que supostamente foram "omissos" na fiscalização de licitações que estão sendo investigadas por fraudes. Esta solicitação surgiu após uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizada na manhã de terça-feira, 7 de julho, que teve como foco contratos da Prefeitura de São Paulo.
Mello Araújo expressou seu apoio à atuação do MPSP e ressaltou a importância de apurar não apenas os responsáveis diretos pelas fraudes, mas também aqueles que deveriam ter fiscalizado as licitações e não o fizeram. O vice-prefeito enfatizou a necessidade de que os culpados sejam punidos, reforçando seu compromisso com a ética na administração pública.
A operação do Gaeco foi desencadeada após uma denúncia recebida em fevereiro de 2023, que indicava que os ex-servidores Vinícius Felipe Moreno, da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, e Bruno Conrado do Espírito Santo, coordenador de licitações da Secretaria das Subprefeituras, teriam interferido em processos licitatórios entre 2022 e 2025. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira, e ambos os ex-servidores foram exonerados em março deste ano.
As fraudes investigadas envolvem a contratação de 11 lotes de ar-condicionado para unidades da Secretaria Municipal da Educação, com um valor total estimado em R$ 1 bilhão. A apuração do Gaeco também se estende à evolução patrimonial dos investigados, que levanta suspeitas sobre a aquisição de bens, como imóveis e veículos, que não condizem com a renda declarada oficialmente.
O MPSP está averiguando possíveis crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro no âmbito desta investigação. O prefeito Ricardo Nunes também se manifestou sobre a operação e mencionou que a administração municipal foi responsável por levar o caso ao MPSP, destacando que uma denúncia feita pela ex-companheira de um dos investigados foi crucial para o início das investigações.
Nunes referiu-se à situação como a presença de "ratos infiltrados na administração" e assegurou que medidas estão sendo tomadas para coibir atos ilícitos. Ele afirmou que a Prefeitura está comprometida em colaborar com a Polícia Civil e o MPSP para que os responsáveis pelos delitos sejam devidamente penalizados.