As forças armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar contra o Irã, atacando 90 alvos entre os dias 7 e 8 de novembro. A informação foi divulgada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), que relatou que os bombardeios tiveram como foco sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e drones, além de infraestrutura logística ao longo da costa iraniana.
Esses ataques fazem parte de uma estratégia para limitar a capacidade do Irã de realizar agressões a embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Hormuz. Em nota oficial, o governo dos EUA enfatizou que a ação visa garantir a segurança dos marinheiros civis na região. Os militares americanos consideraram as operações como bem-sucedidas, destacando que os ataques são uma continuação de ofensivas anteriores que ocorreram na noite anterior.
Na terça-feira (7), outras 80 instalações militares foram bombardeadas, e mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária também foram atacadas. Essas ações são uma resposta a ataques iranianos que visaram três navios comerciais, os quais, , constituíram uma violação de um acordo de cessar-fogo.
Explosões foram relatadas em várias cidades iranianas, incluindo Jask, Bushehr, Bandar Abbas, Sirik e na ilha de Abu Musa. Em Bushehr, moradores enfrentaram cortes de energia elétrica, e até o momento não há informações precisas sobre possíveis vítimas.
Mohsen Rezarei, conselheiro militar do líder supremo do Irã, comentou sobre os ataques, citando um versículo do Alcorão e advertindo que o "inimigo agressor e seus cúmplices serão severamente punidos". O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo temporário entre os países estava encerrado, declarando: "Para mim, acabou". A declaração foi feita durante a cúpula da OTAN em Ancara, Turquia.
Trump também mencionou ser o "número 1 na lista de alvos do Irã" e classificou a ofensiva como um "tremendo sucesso militar", reiterando que o país não deve possuir armas nucleares. Em Milwaukee, o vice-presidente JD Vance reforçou que o Irã violou os termos de um acordo e ameaçou retaliar com força caso novas agressões ocorressem.