Zema sugeriu que a situação poderia ser uma "armação" e fez uma comparação com um episódio que ocorreu no Palácio do Planalto, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alegou que móveis do ex-presidente Jair Bolsonaro haviam desaparecido. "Quando o Lula assumiu, falou que os móveis do Bolsonaro tinham sumido do Palácio do Planalto. Depois encontraram tudo armazenado no porão. Então parece também que tem um pouco aí de armação, de coisa proposital", afirmou.
Ao lado de Zema, o atual governador, Mateus Simões, do PSD, comentou que as obras de arte supostamente desaparecidas foram enviadas ao Palácio da Liberdade e que os livros estão na biblioteca pública. Ele destacou que se trata de um acervo reservado que deve ser consultado previamente. "É um acervo reservado, tem que pedir para consultar, porque são livros muito especiais. E cultura é isso, né gente? É obra de arte livre", disse Simões.
Essas declarações ocorreram após o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) iniciar um processo para investigar a possível falta de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras. O procedimento está em andamento sob sigilo.
A situação se tornou pública após uma fiscalização realizada pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que identificou o desaparecimento de diversas obras de arte, pratarias, louças, móveis, equipamentos e livros que compunham o patrimônio da antiga residência oficial dos governadores.
Em resposta às suspeitas, a comissão decidiu encaminhar uma representação à Polícia Federal. O governo de Minas Gerais, por sua vez, nega qualquer irregularidade e assegura que todos os bens foram devidamente inventariados e transferidos legalmente para órgãos estaduais, estando registrados nos sistemas de controle patrimonial. Até o presente momento, os inventários não foram oficialmente apresentados.