A decisão do ministro Flávio Dino se baseou em investigações que indicam que Valdemar Costa Neto teria articulado o repasse de R$ 119 milhões em emendas, mesmo sem ocupar um cargo parlamentar. Os indícios apontam que a ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL), Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, seria a principal figura envolvida no esquema. Tuca teria operacionalizado um "arranjo informal" entre servidores da Câmara dos Deputados para direcionar emendas a municípios com foco em turismo.
O relatório da investigação revelou que Tuca recebeu uma planilha com os valores das emendas indicadas por Valdemar e, em conversas com o advogado da liderança do PL na Câmara, Garigham Amarante Pinto, ela teria combinado a indicação de R$ 24 milhões em emendas. Ao decidir pelo bloqueio, Flávio Dino considerou que as ações atribuídas a Valdemar contrariam a ausência de um título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público adequadamente.