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Redução de recursos para operações de combate ao crime nas fronteiras chega a 71%

O investimento do governo federal na operação Ágata, que visa combater o crime organizado nas fronteiras, caiu drasticamente nos últimos 10 anos, passando de...

O investimento federal na operação Ágata, coordenada pelo Ministério da Defesa, que atua no combate ao crime organizado nas fronteiras do Brasil, sofreu uma redução de 71% nos últimos dez anos. O montante destinado à operação caiu de R$ 33,4 milhões em 2015 para R$ 9,5 milhões em 2025. O ano de 2022 registrou o maior gasto na operação, com R$ 70,3 milhões alocados.

A operação, que é uma mobilização das Forças Armadas em cooperação com órgãos de Segurança Pública, tem como objetivo combater atividades ilegais nas fronteiras, incluindo tráfico de drogas, contrabando e garimpo ilegal. A criação da operação se deu por meio de um decreto datado de 8 de junho de 2011.

Dados do Ministério da Defesa mostram que, nos primeiros três anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), houve uma queda de 35,5% nos investimentos em relação ao mesmo período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O aporte financeiro caiu de R$ 100,5 milhões para R$ 64,8 milhões.

Em nota, o Ministério da Defesa ressaltou que a operação Ágata Amazônia 2025 impôs restrições significativas à atuação de agentes delituosos, resultando em um prejuízo econômico estimado em mais de R$ 220 milhões. A edição de 2026, segundo a pasta, já demonstrou resultados expressivos, com impacto econômico ao crime superior a R$ 1 bilhão.

As operações do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas abrangem quase todos os 17.000 km de fronteiras terrestres brasileiras. Participam da operação, Além do Exército, da Marinha e da Força Aérea, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional de Segurança Pública, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a Funai (Fundação Nacional do Índio) e outras instituições de segurança dos Estados fronteiriços.

As ações da operação Ágata em 2025 mobilizaram mais de 119 mil militares e foram realizadas mais de 130 mil atividades, incluindo patrulhamentos aéreos, terrestres e fluviais, além de postos de bloqueio em rios e rodovias. Essas operações visam garantir a segurança nas fronteiras e são uma parte crucial da estratégia do governo para enfrentar as infrações administrativas e penais.

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