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Vídeo de investigada na Operação Fariseus mostra ligação com o Comando Vermelho

Rhavenna Almeida, alvo da Operação Fariseus, foi flagrada em vídeo cantando louvor enquanto é investigada por supostos vínculos com o Comando Vermelho. A Polícia...

Um vídeo obtido revela Rhavenna Almeida, que é alvo de investigações na Operação Fariseus, cantando a música de louvor "Deus de Obras Completas", da cantora Kemilly Santos. O material faz parte de um conjunto de imagens que está sendo analisado pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) no contexto de uma investigação sobre o suposto uso de um projeto religioso para apoiar o Comando Vermelho (CV).

Na gravação, Rhavenna destaca: "E é assim para você. Você vai viver a totalidade da promessa. O Deus de Obras Completas vai fazer cumprir na hora certa. Não vou temer. O projeto vem de quem não erra. O Deus de Obras Completas vai fazer cumprir na hora certa. E eu creio que, na hora certa, a sua vitória vai chegar".

De acordo com as informações da polícia, a investigada teria vínculos com membros da facção criminosa e utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, ligado à igreja onde seus pais atuam como pastores, para se comunicar com presos e foragidos do CV. Além disso, Rhavenna é apontada como namorada de Jonas Souza Gonçalvez Júnior, conhecido como "Batman", um criminoso foragido.

O vídeo foi retirado de dispositivos eletrônicos que foram apreendidos durante a operação, que é coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). As investigações também incluem fotos e outros vídeos que mostram Rhavenna ao lado de membros do CV em comunidades do Rio de Janeiro, além de imagens em que aparece segurando uma arma de fogo banhada a ouro.

As apurações da PCMT indicam que o material coletado reforça a suspeita de que Rhavenna mantinha laços com a facção criminosa, além da atuação religiosa alegada pelos envolvidos. Durante a Operação Fariseus, a polícia constatou que os investigados utilizavam o acesso às unidades prisionais por meio da atividade missionária para transmitir mensagens entre membros da facção, facilitar o contato entre familiares e criminosos, movimentar dinheiro e prestar suporte à organização.

A operação resultou na execução de um mandado de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão. A Justiça também ordenou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos envolvidos, além de proibir temporariamente o ingresso deles em presídios através de projetos religiosos.

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