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Crescimento da economia brasileira atinge 0,7% em maio, impulsionado por consumo e serviços

A economia do Brasil registrou um crescimento de 0,7% em maio, comparado a abril, impulsionado pela agropecuária e pelo consumo das famílias. O PIB...

A economia brasileira apresentou um crescimento de 0,7% em maio em relação ao mês anterior, conforme os dados do Monitor do PIB divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na última segunda-feira (20 de julho de 2026). Esse aumento foi impulsionado especialmente pelos setores de agropecuária e serviços, além do consumo das famílias, que continua a ser um motor fundamental para a atividade econômica.

Quando comparado a maio de 2025, o crescimento foi de 1,2%. No trimestre móvel que se encerrou em maio, o PIB teve um avanço de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em valores correntes, o PIB acumulado nos primeiros cinco meses de 2026 alcançou a cifra de R$ 5,466 trilhões.

Pela ótica da oferta, a agropecuária e o setor de serviços foram os principais responsáveis pelo crescimento registrado em maio. Em contrapartida, a indústria mostrou-se praticamente estável, evidenciando uma perda de dinamismo. A recuperação da agropecuária ocorre após um período de retrações nos meses anteriores, o que é um indicativo de recuperação no setor.

Na análise pela demanda, o consumo das famílias destacou-se como o principal impulsionador da economia, com um crescimento de 3,3% no trimestre móvel encerrado em maio, o que representa o maior ritmo de crescimento desde o final de 2024. Esse desempenho positivo foi principalmente decorrente do aumento no consumo de serviços e de bens duráveis.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos na economia, também apresentou um crescimento de 2,0% no trimestre, impulsionada pelos segmentos de tecnologia da informação e outros serviços. A taxa de investimento ficou em 18,6% do PIB em maio, considerando preços constantes.

No comércio exterior, as exportações aumentaram 4,3% no trimestre móvel, embora esse tenha sido o menor crescimento desde meados de 2025, refletindo a desaceleração da indústria extrativa mineral. Por outro lado, as importações subiram 8,9%, marcando a maior alta desde 2025, principalmente devido aos serviços de telecomunicações e à aquisição de automóveis.

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